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Cerejeiras recebe formação piloto da metodologia VIVA para professores do Ensino Fundamental


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Desenvolvida pelo Sebrae em Rondônia, solução integra a educação empreendedora, com foco nas relações étnico-raciais e valorização dos saberes afro-brasileiros e indígenas a partir das vivências e do território dos estudantes
Cerejeiras recebeu a formação piloto da metodologia VIVA – Valorização das Identidades, Vivências e Ancestralidades, desenvolvida no âmbito do Programa Educação Que Transforma, do Sebrae em Rondônia. A iniciativa reuniu professores dos anos iniciais do Ensino Fundamental da rede municipal para conhecer e aplicar uma proposta pedagógica voltada às relações étnico-raciais e à valorização dos saberes afro-brasileiros e indígenas.
Realizada na Secretaria Municipal de Educação (Semed) de Cerejeiras, a formação apresentou aos educadores uma metodologia que busca incorporar esses conhecimentos ao cotidiano escolar de forma contínua e contextualizada. A proposta tem como base as Leis nº 10.639/2003 e nº 11.645/2008, que estabelecem a obrigatoriedade do ensino da história e cultura afro-brasileira, africana e indígena na Educação Básica.
Mais do que apoiar o atendimento à legislação, o VIVA propõe valorizar identidades, vivências e ancestralidades presentes nos territórios onde os estudantes vivem, aproximando os conteúdos escolares das histórias familiares, memórias coletivas e conhecimentos das comunidades.
A formação foi conduzida pela consultora Nara Liane Ávila Prieto Silveira, responsável pelo desenvolvimento e aplicação da metodologia. O processo foi acompanhado pela coordenadora estadual do Programa Educação Que Transforma, Rita de Cássia de Assis Costa, pela interlocutora regional de Educação da Unidade Regional de Vilhena, Angela Maria Vieira, e pelo Interlocutor da Unidade Regional de Porto Velho, Alberto Ferreira Saavedra.
Uma solução que nasce de uma necessidade das escolas
A construção do VIVA partiu de uma necessidade identificada pelas equipes do Sebrae em Rondônia durante o trabalho com as redes municipais de ensino. No contexto pós-pandemia, as escolas estavam concentradas na recomposição das aprendizagens e encontravam pouca margem para incorporar projetos adicionais ao currículo.
Segundo a analista do Sebrae em Rondônia Bruna Sost, a ideia ganhou forma a partir de conversas sobre os desafios enfrentados pelos municípios para implementar soluções de educação empreendedora sem ampliar as demandas das escolas.
A partir dessa percepção, o Sebrae estruturou a proposta e contratou consultoria especializada para desenvolver a metodologia e os materiais pedagógicos. O trabalho foi conduzido por Nara Liane Ávila Prieto Silveira, em articulação com as equipes do Programa Educação Que Transforma e da Unidade Regional de Vilhena.
“O VIVA nasceu para ir além de uma exigência legal. É uma forma de mostrar que reconhecer nossas raízes é o primeiro passo para construir futuros com mais equidade, fortalecendo identidades e incentivando o protagonismo dos estudantes”, destaca.
Para Angela Maria Vieira, interlocutora regional de Educação da Unidade Regional de Vilhena, a proposta responde à necessidade de desenvolver esse trabalho nas escolas de maneira permanente, e não apenas em momentos específicos do calendário.
“Existia uma necessidade grande de trazer esta metodologia para que os professores pudessem aplicar esse trabalho de forma contínua, e não apenas em datas pontuais. A partir das conversas entre a equipe do Programa Educação Que Transforma, a professora Nara e os parceiros da educação municipal, estruturamos a proposta e escolhemos Cerejeiras para realizar a prototipagem da metodologia. Fomos muito bem acolhidos pela Secretaria Municipal de Educação, e isso tornou possível o nascimento do projeto VIVA”, afirmou.
Território também é espaço de aprendizagem
Um dos diferenciais da metodologia é reconhecer o território como fonte de conhecimento e utilizá-lo como parte do processo de aprendizagem. Durante a formação, os professores conheceram propostas que estimulam o resgate de histórias familiares, memórias coletivas e saberes comunitários.
Para Rita de Cássia de Assis Costa, coordenadora estadual do Programa Educação Que Transforma, essa aproximação entre escola, estudante e território é um dos pontos centrais do VIVA.
“Essa metodologia veio para instrumentalizar a escola com material didático para atendimento à legislação relacionada ao letramento racial. A beleza está justamente em trazer o território para dentro da sala de aula e levar a sala de aula para o território. Significa resgatar histórias, ancestralidades e proporcionar aos estudantes a oportunidade de compartilhar suas vivências e conhecer também as histórias de colegas, professores e familiares”, explicou.
A metodologia foi estruturada para atender do 1º ao 9º ano do Ensino Fundamental. Cada ano escolar conta com livro do professor, com conteúdo, propostas metodológicas e atividades adequadas às diferentes etapas de aprendizagem. A organização permite que temas relacionados à identidade, ancestralidade, pertencimento e diversidade cultural sejam desenvolvidos progressivamente durante a trajetória escolar.
Para Rita de Cássia de Assis Costa, o VIVA também fortalece o portfólio de educação empreendedora do Sebrae ao relacionar o desenvolvimento de competências empreendedoras a uma formação cidadã e inclusiva.
Professores destacam possibilidades para a sala de aula
A experiência formativa também abriu novas possibilidades de abordagem dos conteúdos na percepção dos professores participantes.
Para o professor Everaldo Nascimento da Victoria, a metodologia contribui para aproximar escola e comunidade.
“A metodologia traz a oportunidade de levar o território para dentro da escola e também de aproximar a escola do território. Ela amplia as possibilidades para trabalhar a cultura afro-brasileira e indígena de forma mais significativa”.
A professora Katiane Gonçalves de Macedo destacou a diversidade de conteúdos e estratégias apresentadas durante a formação.
“Achei a metodologia muito dinâmica. Ela trouxe várias possibilidades de conteúdo e abriu um leque muito maior do que imaginávamos. O diferencial é justamente oferecer formas de trabalhar esses temas de maneira prática e atrativa, tornando a aprendizagem mais interessante para os estudantes”.
Da formação para as escolas
Segundo a consultora Nara Liane Ávila Prieto Silveira, o objetivo da etapa piloto é possibilitar que os conhecimentos trabalhados durante a formação sejam posteriormente aplicados nas escolas. A metodologia busca realizar uma leitura do território e contribuir para a aplicação contextualizada das Leis nº 10.639/2003 e nº 11.645/2008, com metodologias ativas conectadas à realidade de cada comunidade escolar.
“A solução foi estruturada para todo o Ensino Fundamental, do 1º ao 9º ano. Cada série possui um livro do professor e um livro do estudante, com conteúdo e atividades próprias, desenvolvidos de acordo com as características de cada faixa etária. Isso permite que os conceitos relacionados à identidade, ancestralidade, pertencimento e diversidade cultural sejam trabalhados de forma contínua e progressiva ao longo da formação dos estudantes”, explicou.
Com a formação piloto realizada em Cerejeiras, o VIVA inicia uma nova etapa dentro do Programa Educação Que Transforma. A expectativa apresentada durante a formação é que os professores levem os conhecimentos e propostas metodológicas para suas unidades escolares, incorporando ao cotidiano pedagógico atividades relacionadas à identidade, ancestralidade, pertencimento e diversidade cultural.
Informações sobre as ações do Sebrae em Rondônia podem ser encontradas no site www.sebrae.ro ou pelo telefone gratuito 0800 570 0800. Também é possível acessar a loja virtual em sebrae.ro/loja e acompanhar as novidades pelas redes sociais Instagram, TikTok, Facebook, LinkedIn e YouTube (@sebraero).
Assessoria



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