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23 maio 2026

Sábado, 23 de maio de 2026 - [email protected]


Homem é condenado a 30 anos por matar a ex-esposa; júri rejeita tese de feminicídio em RO


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José Carlos de Souza, de 42 anos, foi condenado a 30 anos de prisão pela morte da ex-esposa, Ângela Vieira dos Santos. O julgamento, realizado na sexta-feira (22), terminou com a decisão dos jurados de não reconhecer a qualificadora de feminicídio, contrapondo a tese da Promotoria e o depoimento do filho da vítima, que apontavam que o réu cometeu o crime por não aceitar o fim do relacionamento.

O crime aconteceu em dezembro de 2024, em Jaru (RO). De acordo com o Ministério Público de Rondônia (MPRO), a vítima foi morta por estrangulamento dentro do apartamento onde morava.

No início das investigações, o caso chegou a ser tratado como uma possível morte por envenenamento, infarto fulminante ou até suicídio. No entanto, o avanço das apurações levantou a hipótese de feminicídio.

A Promotoria sustentou que o réu não aceitava o fim do relacionamento. Durante o julgamento, o filho da vítima reforçou essa versão ao afirmar que os conflitos começaram após a separação, quando a mãe se mudou para outra cidade e passou a trabalhar, situação que, segundo ele, o réu não aceitava.

A acusação defendeu que o homicídio foi cometido por motivo fútil e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, caracterizando feminicídio. No entanto, por quatro votos a três, os jurados decidiram não reconhecer a qualificadora de feminicídio. Com isso, José Carlos foi condenado por homicídio.

A decisão gerou reações de ambas as partes. O Ministério Público, representado pelo promotor de Justiça Fabiano Marques, disse que vai recorrer para buscar o reconhecimento da qualificadora de feminicídio.

” É um reclamo social que foi atendido e que demonstrou a necessidade de se dar uma resposta mais firme do Estado para esse tipo de conduta”, afirmou o promotor. 

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Ao g1, a defesa do condenado informou que não irá comentar a condenação porque o processo tramita em segredo de Justiça, mas confirmou que recorrerá da decisão.

G1RO







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