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25 junho 2026

Quinta-feira, 25 de junho de 2026 - [email protected]


Justiça pede inclusão de suspeito na Interpol após feminicídio em MT; homem fugiu para o Paraguai com o filho


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A Justiça de Mato Grosso decretou a prisão preventiva de Matheus Gonçalves dos Santos, de 33 anos, suspeito de matar a companheira, Gleici Fátima Machado Ritter, de 37 anos, em Guarantã do Norte, a 725 km de Cuiabá. O caso aconteceu nesta terça-feira (23) e é investigado como feminicídio pela Polícia Civil. Segundo a decisão, o investigado fugiu para o Paraguai levando o filho do casal, que está em situação de vulnerabilidade.

De acordo com o processo, a prisão foi decretada após a fuga do suspeito, que teria deixado o local do crime portando uma arma de fogo. Durante a fuga, ele levou o filho menor sem documentos pessoais.

Diante da saída para outro país, o juiz Guilherme Carlos Kotovicz determinou a comunicação à Polícia Federal para inclusão do mandado de prisão em sistemas de cooperação internacional e na Difusão Vermelha da Interpol.

Na decisão, o magistrado destacou que a criança foi levada em contexto de risco, sem documentação e em meio a uma situação de violência e fuga internacional.

A Justiça também levou em conta o histórico do suspeito. Ele já possui condenação anterior por lesão corporal no âmbito doméstico contra a mesma vítima e responde a outra ação penal na Comarca de Cláudia (MT). Para o Judiciário, esse histórico reforça o risco de reincidência e a insuficiência de medidas cautelares alternativas.

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A prisão preventiva foi decretada para garantir a ordem pública e assegurar a aplicação da lei penal, já que a fuga indica tentativa de evitar a atuação da Justiça.

Entenda o caso

Gleici Fátima Machado Ritter, 37 anos, foi assassinada a tiros dentro de casa. A Polícia Civil informou que foi acionada por vizinhos da vítima e que, no local, os policiais encontraram Gleici já sem vida, com ferimento de perfuração na região da cabeça compatível com disparo de arma de fogo. Próximo ao corpo da vítima, os policiais encontraram um cartucho de espingarda.

O Gabinete de Enfrentamento à Violência de Gênero informou que, no ano passado, Gleici pediu a retirada de uma medida protetiva que tinha contra o marido devido ao histórico de violência.

Testemunhas contaram aos policiais que a vítima mantinha um relacionamento com o suspeito e que o casal discutia frequentemente, revelando um histórico de violência. De acordo com o Gabinete de Enfrentamento à Violência de Gênero:

  • Em 2023, ocorreram as primeiras denúncias contra o suspeito, quando Gleici procurou as autoridades para relatar episódios de violência doméstica.
  • Em 2024, novas intervenções policiais ocorreram por crimes como lesão corporal, injúria e posse irregular de arma de fogo, todos envolvendo o mesmo casal.
  • Já em julho de 2025, o suspeito foi preso em flagrante por lesão corporal no contexto de violência doméstica, após a vítima acionar as forças de segurança. Na ocasião, foram concedidas medidas protetivas de urgência em favor de Gleici.
  • Meses depois, a vítima solicitou a revogação da medida, o que resultou na liberdade do suspeito.

Segundo a chefe do Gabinete, Mariell Antonini, a violência doméstica costuma seguir um ciclo que tende a se agravar ao longo do tempo.

“É importante que toda mulher compreenda que o rompimento do ciclo da violência nem sempre é um processo simples. Muitas vezes, existem obstáculos relacionados à dependência afetiva, dependência econômica, medo, preconceito e outros fatores que dificultam a tomada de decisão. Por isso, é fundamental buscar apoio, acreditar na rede de proteção e no sistema de Justiça”, disse em nota.

G1MT






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