
Faltando poucas semanas para as convenções partidárias que oficializarão as candidaturas para as eleições de 2026, os bastidores da política de Rondônia seguem em intensa movimentação. Pré-candidatos, lideranças partidárias e grupos políticos aceleram negociações e alianças que poderão definir a disputa pelo Palácio Rio Madeira nos próximos meses.
No campo conservador e de centro-direita, o senador Marcos Rogério (PL) aparece como um dos principais nomes na corrida ao Governo do Estado. O parlamentar já disputou o Executivo estadual em 2022 e, novamente, surge como um dos protagonistas do processo eleitoral. Pesquisas divulgadas nos últimos meses o colocam entre os nomes mais competitivos da disputa.
Outro nome que ganhou força nas articulações é o do ex-prefeito de Porto Velho Hildon Chaves, que recentemente fortaleceu seu projeto político ao ingressar no União Brasil. Sua chegada à legenda reorganizou o cenário interno do partido e alterou os planos de outras lideranças que também avaliavam disputar o Governo do Estado.
No interior, o ex-prefeito de Cacoal Adailton Fúria (PSD) também consolidou sua pré-candidatura. Após deixar o comando da prefeitura, Fúria passou a dedicar-se integralmente à construção de sua campanha estadual, buscando ampliar sua base política para além da região central do estado.
Pela esquerda, o ex-deputado federal Expedito Netto (PT) aparece como principal nome do partido para a disputa estadual. A legenda trabalha para ampliar alianças e fortalecer seu espaço em um cenário tradicionalmente dominado por candidaturas de centro e direita em Rondônia.
Também permanecem em articulação nomes como Samuel Costa (PSB) e outras lideranças que buscam consolidar espaço no processo eleitoral. Embora alguns projetos ainda dependam de definições partidárias, o cenário demonstra que a disputa deverá ser uma das mais abertas dos últimos anos.
Nos bastidores, as conversas não envolvem apenas a sucessão estadual. As duas vagas que estarão em disputa para o Senado Federal movimentam partidos e lideranças. Nomes como Confúcio Moura (MDB), Fernando Máximo (PL), Mariana Carvalho (Republicanos), Silvia Cristina (PP), Acir Gurgacz (PDT) e outros pré-candidatos também participam das articulações que influenciam diretamente a formação das alianças para o Governo do Estado.
Outro fator que chama atenção é a definição das chapas majoritárias. A escolha dos candidatos a vice-governador deverá ser uma das peças mais importantes da engenharia política das próximas semanas, já que os partidos buscam ampliar representatividade regional, eleitoral e partidária.
Apesar das movimentações intensas, lideranças políticas reconhecem que o quadro permanece aberto. As convenções partidárias e as negociações de última hora ainda podem alterar significativamente o cenário que hoje se desenha.
Por enquanto, o único consenso entre os principais grupos políticos é que a sucessão do governador Marcos Rocha, que encerra seu segundo mandato, promete uma das disputas mais movimentadas e imprevisíveis da história recente de Rondônia.
POR: REDAÇÃO FOLHA DE VILHENA

