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24 abril 2026





Sexta-feira, 24 de abril de 2026 - [email protected]

Médicos do Hospital Regional de Vilhena notificam falta de pagamento e anunciam paralisação parcial dos atendimentos


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Os médicos que atuam no Hospital Regional de Vilhena formalizaram uma notificação de inadimplência salarial e comunicaram a paralisação parcial ética dos atendimentos não urgentes a partir desta sexta-feira, 24 de abril de 2026.

O documento foi encaminhado à direção técnica da unidade, ao Conselho Regional de Medicina do Estado de Rondônia, à Secretaria Municipal de Saúde de Vilhena e ao Grupo Chavantes, empresa responsável pela operacionalização dos pagamentos médicos.

De acordo com a notificação, os profissionais relatam atraso no pagamento referente aos serviços prestados nos meses de fevereiro e março de 2026. O valor de fevereiro deveria ter sido quitado até 20 de março, enquanto o de março tinha previsão para 20 de abril, o que não ocorreu. Segundo os médicos, não há previsão concreta para regularização, o que pode resultar em três meses de trabalho sem remuneração até o fim de abril.

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Diante da situação, os profissionais decidiram adotar a paralisação parcial dos atendimentos eletivos, mantendo, no entanto, os serviços essenciais. Permanecem garantidos os atendimentos de urgência e emergência, assistência a pacientes internados e casos considerados graves ou inadiáveis.

Conforme o documento, ficam suspensos temporariamente atendimentos eletivos e novas admissões de pacientes regulados, inclusive por meio de sistemas como CRUE e CEREL, até que os pagamentos sejam regularizados integralmente. A orientação também é para que órgãos reguladores e gestores da saúde redirecionem os pacientes não urgentes para outras unidades da rede.

Os médicos ressaltam que a medida segue o que determina a legislação, como a Constituição Federal e a Lei de Greve (Lei nº 7.783/1989), além do Código de Ética Médica, que permite a suspensão das atividades em caso de falta de remuneração, desde que mantidos os atendimentos essenciais.

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No documento, os profissionais também destacam que a paralisação não decorre de falta de médicos ou recusa ao trabalho, mas sim do não pagamento pelos serviços já prestados. Eles ainda alertam que não aceitarão novos atrasos, mesmo que os valores atuais sejam quitados.

Entre os pedidos apresentados, estão a regularização imediata dos pagamentos por parte do Grupo Chavantes, o acompanhamento do caso pelo CREMERO e a comunicação formal à rede de regulação para evitar o envio de novos pacientes ao hospital durante o período de paralisação parcial.

Os médicos informaram que o retorno integral dos atendimentos só ocorrerá após a quitação total dos débitos em aberto referentes a todas as especialidades envolvidas.

 

Folha de Vilhena

-fv -




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