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Rombo superior a R$ 10 milhões e suspeitas sobre patrimônio público agravam cenário em Colorado do Oeste


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Um ofício encaminhado pela Prefeitura de Colorado do Oeste à Câmara Municipal revelou um cenário de grave desequilíbrio financeiro, com irregularidades que ultrapassam R$ 10 milhões em convênios firmados em gestões anteriores. O documento oficial, datado de 16 de março de 2026, foi enviado à presidente do Legislativo, Michelly dos Santos Martins.

Irregularidades em convênios

Segundo o ofício, as inconsistências foram identificadas após notificações do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-RO), apontando problemas em diversos instrumentos de repasse. Entre as principais falhas estão:

Ausência de prestação de contas
Execução parcial de objetos pactuados

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De acordo com o prefeito, a situação impõe ao município a obrigação de devolver valores elevados ao Estado, sob risco de sanções institucionais.

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Risco de bloqueio de recursos

O documento também alerta que, caso as irregularidades não sejam sanadas, o município pode ser incluído em cadastros de inadimplência como SIAFI e CAUC. Isso pode resultar em:

Suspensão de transferências voluntárias
Bloqueio de novos recursos estaduais e federais
Comprometimento de serviços públicos

Ainda conforme o texto, o cenário pode gerar prejuízos diretos à população, devido à limitação da capacidade de investimento da administração municipal.

Impacto nas contas públicas

O prefeito destacou que a situação pode interferir na análise das contas de gestões anteriores, levantando possíveis impedimentos legais para aprovação no Legislativo.

A votação das contas do ex-prefeito José Ribamar, que estava prevista para ocorrer na sessão de segunda-feira (23), foi adiada pela Câmara Municipal.

Valores e pendências

O relatório apresentado detalha processos e convênios com valores expressivos, incluindo:

R$ 2,9 milhões
R$ 1,4 milhão
R$ 437 mil

Esses passivos, segundo a Prefeitura, comprometem o equilíbrio fiscal e a capacidade de investimento do município.

Desconfiança sobre venda de patrimônio público

Além das irregularidades financeiras, também há desconfiança envolvendo a venda do prédio da Cibrazen, antigo patrimônio público no município. A situação tem gerado questionamentos e preocupação sobre a condução de processos administrativos relacionados a bens públicos.

Situação considerada grave

No documento, a Prefeitura classifica o cenário como de “extrema gravidade técnica e financeira”, destacando a necessidade de medidas urgentes para evitar agravamento da crise.

O caso segue em análise no Legislativo municipal, enquanto a administração busca alternativas para regularizar as pendências e evitar sanções que possam impactar diretamente o município de Colorado do Oeste.

 

Folha de Vilhena

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