O vereador Celso Machado reagiu de forma contundente às declarações divulgadas pela
Santa Casa sobre a crise na saúde pública em Vilhena. Em nota, o parlamentar classificou
as críticas como “ataques pessoais e profissionais” e afirmou estar sendo alvo de
perseguição em razão de seu posicionamento político.
Segundo ele, sua atuação tem sido pautada pela defesa da verdade, da legalidade e, sobretudo, dos usuários mais vulneráveis do sistema público de saúde.
“Não aceitarei tentativas de descredibilizar minha trajetória profissional nem minha atuação como representante do povo, especialmente daqueles que mais precisam”, declarou.
O vereador também rebateu a tentativa de vinculá-lo diretamente à crise na saúde
municipal. Ele reconheceu ter exercido a função de diretor clínico do Hospital Regional, mas afirmou que há distorções deliberadas sobre suas atribuições à época. “É uma narrativa forçada, que ignora completamente os limites técnicos do cargo e tenta transformar responsabilidade administrativa em responsabilidade individual”, pontuou.
Celso Machado destacou ainda que foi um dos primeiros profissionais a apoiar o atual
modelo de gestão, justamente por ter vivenciado o período mais crítico da saúde local. Segundo ele, a realidade enfrentada no passado incluía falta de insumos básicos, cenário que, em alguns momentos, o levou a custear com recursos próprios itens necessários para o atendimento de pacientes.
Na avaliação do parlamentar, o atual contexto é significativamente diferente. Ele ressaltou
que a gestão por meio do terceiro setor opera com maior volume de recursos e menos
entraves burocráticos do que a administração pública direta, o que, segundo ele, amplia as
condições de funcionamento. Ainda assim, afirmou que persistem problemas, incluindo
relatos de prestadores de serviço que enfrentam dificuldades para receber pelos trabalhos executados. O vereador também criticou o que classificou como estratégia recorrente de desviar o foco do debate. “Toda vez que levamos à tribuna as demandas reais de servidores, pacientes e prestadores, surgem ataques pessoais e narrativas paralelas. É uma tentativa clara de criar
cortina de fumaça para esconder falhas administrativas”, afirmou.
Para ele, o tom adotado pela Santa Casa evidencia fragilidade na condução da gestão. “Quando falta argumento técnico, sobra ataque pessoal. Isso é incompatível com a
responsabilidade de quem administra recursos públicos e presta um serviço essencial”, disse.
Ao final, Celso Machado reforçou que continuará exercendo seu papel fiscalizador, mesmo diante de pressões. “Não recuarei. Meu compromisso é com a população, com a
transparência e com a qualidade do serviço público de saúde. E será assim — a cada crítica feita àquilo que considero falhas de gestão, virá um ataque direcionado a mim, ao meu mandato e à minha pessoa. Ainda assim, sigo convicto de que estou no caminho certo, com fé e responsabilidade”, concluiu.
Folha de Vilhena

