Domingo, 23 de agosto de 2026 - [email protected]


Extração de resina gera emprego para mais de 200 pessoas e movimenta região de Vilhena


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Uma atividade que movimenta a economia da região de Vilhena e gera trabalho para mais de 200 pessoas por dia tem ganhado destaque: a extração de resina de pinus. Entre os trabalhadores estão homens e mulheres, incluindo famílias indígenas que atuam diretamente na coleta do produto.

Um dos grupos envolvidos é formado por indígenas da região do Rio Roosevelt, que trabalham na atividade por meio de uma associação. Atualmente, são 24 trabalhadores, organizados em 12 casais, atuando na extração da resina.

Segundo informações repassadas sobre a atividade, os trabalhadores indígenas se destacam pelo desempenho na coleta. “São pessoas que mais trabalham, uma fera tirando resina”, comentou Neodir Crocetta ao se referir à produtividade do grupo.

A atividade também ajuda a explicar o apelido dado a uma das vias da região, conhecida como Estrada da Resina, em razão da presença das áreas de plantio de pinus e da intensa movimentação relacionada à extração do produto.

Como funciona a coleta

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A resina é uma substância produzida naturalmente pelo pinus. Quando a árvore sofre algum tipo de corte ou dano, libera a substância como parte de seu processo natural de proteção e cicatrização.

Na atividade de extração, são realizados cortes controlados no tronco das árvores para estimular a liberação da resina, que é coletada em recipientes instalados junto ao pinus. Também é aplicada uma substância estimulante para manter a produção da resina durante o período de coleta.

O processo pode ser iniciado, conforme as informações repassadas pelos trabalhadores do setor, em árvores de pinus a partir de aproximadamente oito anos de idade.

Depois de coletada, a resina segue para a indústria, onde passa por processos de beneficiamento e dá origem a diferentes produtos.

Da floresta para a indústria

Do processamento da resina de pinus são obtidos subprodutos utilizados em diversos setores. Entre eles estão a terebintina e o breu.

O breu possui aplicações na fabricação de produtos como borrachas, pneus, colas e outros materiais industriais, além de já ter sido utilizado em diferentes formulações químicas.

Já a terebintina é empregada na produção de perfumes, cosméticos e outros produtos. Ela também está relacionada ao aroma característico de produtos de limpeza com fragrância de pinus.

Além de gerar matéria-prima para a indústria, a atividade representa uma importante fonte de renda para centenas de trabalhadores da região. A extração da resina mantém postos de trabalho para homens e mulheres e envolve diretamente famílias que encontram na atividade uma oportunidade de sustento.

Com a movimentação do setor e a participação de trabalhadores de diferentes comunidades, a chamada Estrada da Resina se tornou um retrato de uma atividade que transforma o cultivo de pinus em emprego, renda e matéria-prima para diversos segmentos da economia.

 

Folha de Vilhena







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