
Durante sessão ordinária realizada na noite de quarta-feira (22), o presidente da Câmara Municipal de Vilhena, Celso Machado, fez duras críticas à gestão da Santa Casa de Chavantes, responsável pela administração da saúde no município.
Em seu pronunciamento na tribuna, o parlamentar utilizou termos como “mentiroso”, “nó cego”, “pilantra” e “safado” ao se referir ao grupo responsável pela gestão. As declarações ocorreram em meio a questionamentos sobre a qualidade dos serviços prestados à população.
Celso Machado, que também é médico, comentou sobre a angioplastia à qual foi submetido recentemente. Segundo ele, o procedimento foi realizado no Hospital Cooperar, por ser associado à unidade. No entanto, destacou que o serviço deverá ser disponibilizado em breve à população pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
“Isso aqui vai para os corneteiros de plantão. Começo de junho vamos também fazer angioplastia pelo SUS. Buscamos esse convênio desde o ano passado com o secretário de Saúde, Wagner Borges”, afirmou.
O presidente da Câmara também revelou a existência de uma ação civil pública movida pelo Ministério Público, motivada pela falta de medicamentos básicos no Hospital Regional e na Unidade de Pronto Atendimento (UPA). A medida foi adotada pelo promotor de justiça João Paulo, com o objetivo de garantir o abastecimento mínimo de insumos essenciais nas unidades de saúde.
Outro ponto abordado foi a situação dos exames de tomografia. De acordo com o parlamentar, o serviço vem sendo mantido no Hospital Cooperar devido à quebra do aparelho no Hospital Regional. Ele mencionou ainda a necessidade de renegociação de uma dívida envolvendo a entidade gestora para assegurar a continuidade dos atendimentos.
Apesar das críticas, Celso destacou que os repasses financeiros da Prefeitura à Santa Casa de Chavantes estão sendo realizados regularmente, o que, segundo ele, torna ainda mais preocupante a falta de medicamentos.
“Que palhaçada é essa que não cumprem com as obrigações? Incompetentes! Pra onde está indo esse dinheiro?”, questionou.
As declarações repercutem em meio a um cenário de cobranças por melhorias no atendimento da rede pública de saúde em Vilhena.
Folha de Vilhena

