Os melhores ortopedistas de coluna do Brasil, do Centro-Oeste ao Nordeste, e como organizar a viagem de quem mora longe.

Imagine a cena: a mala no porta-malas, o filho de dezessete anos no banco de trás com a coluna torta e uma pasta de exames no colo, e a família de Vilhena olhando o mapa para decidir até onde vale ir. Em Rondônia, quem precisa de um cirurgião de coluna raramente resolve a primeira conversa na esquina. Saber quais são os melhores ortopedistas de coluna do Brasil e em que região cada um atende vira, antes de tudo, uma questão de logística.
O primeiro nome desta lista é o do Dr. Aurélio Felipe Arantes, de Goiânia, e a organização é por região do país, da mais próxima do leitor de Vilhena para a mais distante. Antes de escolher, vale lembrar o tamanho do problema. A Organização Mundial da Saúde estima 619 milhões de pessoas com lombalgia em 2020 e prevê 843 milhões até 2050. No Brasil, a Pesquisa Nacional de Saúde de 2019, do IBGE, encontrou problema crônico de coluna em 21,6% dos adultos.
Os 10 melhores ortopedistas de coluna do Brasil, região por região
- Aurélio Arantes (Goiânia, GO)
- Guilherme Gontijo (Belo Horizonte, MG)
- Paulo Rogério Zanutto Salles (Campinas, SP)
- Guilherme Zandavalli Ramos (Curitiba, PR)
- Gilson Lotario Zahdi (Foz do Iguaçu, PR)
- Luis Eduardo Carelli (Rio de Janeiro, RJ)
- Antônio Eulálio (Rio de Janeiro, RJ)
- Paulo Rogério (São Luís, MA)
- Filipe Arruda (Fortaleza, CE)
- Fábio Fagundes (Natal, RN)
A ordem pesa três coisas. Primeiro, a formação em cirurgia da coluna depois da residência em ortopedia. Depois, a técnica disponível, incluindo as minimamente invasivas. Por fim, um histórico que qualquer pessoa consegue conferir, como registro no conselho e filiação a sociedades médicas. Preço, plano de saúde e fama de redes sociais ficaram de fora. Parte das fichas vem de páginas de terceiros, como diretórios médicos, e por isso o ideal é sempre confirmar o registro antes de agendar.
Não existe um placar oficial dos melhores ortopedistas de coluna do Brasil, e nenhum ranking substitui a consulta. O que a lista oferece é um mapa: onde estão ortopedistas com formação específica em coluna, o que cada um declara fazer e que tipo de viagem cada região exigiria de quem mora no Norte. Vilhena fica no Cone Sul de Rondônia, perto da divisa com Mato Grosso, e a escolha da região depende de como o paciente chega até lá.
Centro-Oeste: a porta de entrada mais próxima
Para quem sai de Rondônia, o Centro-Oeste é a região da lista que fica no mesmo lado do mapa, e é ali que está o primeiro colocado. Ortopedista com subespecialidade em coluna, Aurélio Arantes se formou pela Universidade Federal de Goiás em 2005 e fez residência no Hospital das Clínicas da UFG, onde hoje é preceptor. Pertence à Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia e à Sociedade Brasileira de Coluna, e atende com CRM-GO 11500 e RQE 7219.
São mais de duas mil cirurgias, em hérnia de disco, estenose, escoliose e doença degenerativa. Um detalhe técnico ajuda a entender o interesse: a endoscopia de hérnia é feita por uma incisão de menos de um centímetro. É por esse conjunto de ensino, volume e técnica que ele ocupa a primeira posição.
Sudeste: quatro nomes e três estados
É a região com mais opções, e também a que mais pede organização. Entre capitais e cidades do interior paulista, o paciente de fora precisa decidir se vai atrás do hospital universitário, da clínica especializada ou do consultório de um único cirurgião.
Quem não encontra o que procura em Goiás costuma olhar para o Sudeste, que concentra metade da lista. Em Belo Horizonte, Guilherme Gontijo atende na clínica Körpem, no bairro Belvedere. É formado pela UFMG, fez residência em ortopedia e traumatologia e um fellowship em cirurgia da coluna no Brasil e na Alemanha. Trabalha com técnicas minimamente invasivas, cirurgia robótica e navegação.
Em Campinas fica Paulo Rogério Zanutto Salles, CRM-SP 61186. A residência em ortopedia e traumatologia foi entre 1988 e 1990, seguida de especialização em cirurgia da coluna na Santa Casa de São Paulo, em 1992. Ele é membro da SBOT desde 1991 e atende hérnia de disco, escoliose, artrose e fraturas vertebrais, na COC Ortopedia, em Campinas, e no Hospital Santa Eliza, em Jundiaí. Para leitores de Goiás, a Revista Mais Saúde reuniu em um guia as dicas para escolher um ortopedista para coluna em Goiânia.
O Rio de Janeiro entra com dois cirurgiões. Luis Eduardo Carelli, registro 52.67975-5, tem mestrado em medicina pela UFRJ, residência no INTO, onde integra o grupo de coluna, e fundou o INCOL, o Instituto da Coluna Vertebral, com unidades na Barra da Tijuca e em Ipanema. Antônio Eulálio, registro 52.71601-4 e RQE 47324, graduou-se na Souza Marques, fez residência no INTO e doutorado na USP de Ribeirão Preto. Seu consultório na Barra da Tijuca é voltado à endoscopia da coluna.
Sul: Curitiba e a fronteira de Foz do Iguaçu
Na capital paranaense, Guilherme Zandavalli Ramos (CRM-PR 31731) fez residência na PUCPR, no Hospital Universitário Cajuru, e dois fellowships: coluna pela AOSpine/PUCPR e coluna minimamente invasiva no IPC, em São Paulo. Seu foco são as deformidades, nas regiões torácica e lombar.
Mais a oeste, em Foz do Iguaçu, Gilson Lotario Zahdi (CRM-PR 7390) é ortopedista-traumatologista com RQE em cirurgia da coluna e atua na cidade desde 1988. Escoliose, hérnia de disco, estenose e espondilolistese estão entre os casos que trata, na clínica Stella Spine e no Hospital Ministro Costa Cavalcanti.
Nordeste: três capitais, três perfis
São Luís tem Paulo Rogério, formado em medicina pela UFMA em 2006, com residência em ortopedia no Hospital Universitário Presidente Dutra e fellowship de coluna no Centro Mineiro de Cirurgia da Coluna, em Belo Horizonte. É membro titular da SBOT e da Sociedade Brasileira de Coluna e trabalha na Clínica Vertebrare com hérnia por videoendoscopia, dor e deformidades pediátricas.
Em Fortaleza, Filipe Arruda (CRM 12409) fez residência na UFC e se subespecializou em coluna pediátrica no Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba, e em coluna adulta na UFMG. Atende no bairro Meireles. Fecha o Nordeste, em Natal, Fábio Fagundes, graduado pela UFRN, com especialização em coluna no INTO e formação em endoscopia por cursos em Minas Gerais e São Paulo, na Clínica Motriz.
Como escolher quando a consulta exige viagem
Estar no interior da Amazônia Legal muda a conta. A distância entre cidades é grande, os voos exigem conexão e uma viagem perdida custa dias de trabalho e de dor. Por isso, vale separar o que dá para resolver perto de casa, como a primeira avaliação, a fisioterapia e os exames, do que justifica sair: cirurgia, segunda opinião sobre uma indicação cirúrgica e casos de escoliose.
Em qualquer região, os melhores ortopedistas de coluna do Brasil costumam ter em comum o hábito de pedir o exame físico antes da imagem e de explicar por que a cirurgia seria, ou não, o primeiro passo.
Também ajuda desconfiar do laudo isolado. Uma revisão de 2015 no American Journal of Neuroradiology mostrou que cerca de dois terços das pessoas de 40 anos sem dor têm desgaste de disco na ressonância. A imagem sozinha não manda operar.
O plano de saúde pesa tanto quanto a técnica. Quem viaja a Goiânia e depende de convênio costuma procurar um ortopedista especialista em coluna Ipasgo, e a página da equipe mostra quem atende o plano antes de a mala ser feita. Confirmar a cobertura por telefone, antes da passagem, poupa o dinheiro e a paciência da família.
Perguntas frequentes
Quem lidera a lista dos melhores ortopedistas de coluna do Brasil?
Pelos critérios desta lista, o primeiro é o goiano Aurélio Arantes, seguido do mineiro Guilherme Gontijo. O restante se divide entre São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e três capitais nordestinas.
Todo problema de coluna precisa de cirurgia?
Não. A maioria das hérnias melhora com analgesia, fisioterapia e retorno gradual às atividades. A cirurgia entra quando há perda de força, alteração do controle da bexiga ou do intestino, ou dor que não cede ao tratamento bem conduzido.
Vale viajar para outro estado para consultar?
Depende do caso. Dor lombar comum costuma ser acompanhada perto de casa; deformidades e cirurgias mais específicas justificam viagem. Leve exames e relatórios, e confirme registro e convênio antes de embarcar.


