Domingo, 22 de março de 2026 - [email protected]






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Irmão mais velho doa medula para salvar a vida de caçula com leucemia após diagnóstico em RO


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Rafael, de 3 anos, enfrenta a leucemia linfoblástica aguda tipo B e precisou de um transplante de medula óssea. No primeiro exame, nenhum familiar foi considerado compatível. Mas, após uma nova análise, surgiu uma esperança: o irmão mais velho foi apontado como a melhor chance de salvar a vida do caçula.

Tudo começou em agosto de 2024, quando Rafael tinha apenas dois anos. A família, que morava em Vilhena (RO), foi surpreendida com um diagnóstico difícil: a criança tinha leucemia linfoblástica aguda tipo B.

Os pais precisaram mudar a rotina para garantir o tratamento do filho. A mãe deixou a loja de roupas sob responsabilidade de uma funcionária, enquanto o pai, também empresário, passou a se dividir entre o trabalho e o cuidado com o menino.

Márcio Gabriel, de 16 anos, irmão mais velho de Rafael, sempre foi muito próximo da família, especialmente do caçula. Mesmo distante durante parte do tratamento, ele cursou parte do ensino médio em Vilhena, demonstrando maturidade em meio à situação. Atualmente, acompanha os pais em Curitiba.

“Apesar da diferença de idade, os dois mantêm um vínculo de amor profundo”, disse a mãe.

primeiras sessões de quimioterapia foram realizadas em Cacoal (RO). Logo no início do tratamento, exames indicaram o desaparecimento das células cancerígenas, o que trouxe alívio momentâneo para a família.

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Após um ano e meio de tratamento, um exame de rotina apontou o retorno da doença. Segundo a mãe, Márcia Fernanda, foi nesse momento que surgiu a necessidade de mudança de cidade, já que não havia mais opções de tratamento em Rondônia.

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Antes da mudança, familiares que moravam em Vilhena realizaram o exame de HLA, feito por meio de coleta de sangue para verificar compatibilidade para doação de medula óssea. O teste compara características genéticas para encontrar um doador compatível, reduzindo riscos de rejeição após o transplante.

“Não sei explicar, mas quando recebemos os resultados dos exames, nenhum dos familiares eram compatíveis com o Rafael, nenhum de nós da família era compatível com ele”, destacou Márcia.

No entanto, uma nova análise feita pela equipe médica em Curitiba apontou que o irmão mais velho era 50% compatível. Apesar de outras quatro possibilidades identificadas, ele foi considerado o candidato mais indicado, principalmente pela compatibilidade sanguínea.

O procedimento foi realizado no dia 9 de março de 2026. Pela manhã, o irmão mais velho passou pela cirurgia para a coleta da medula. À tarde, no mesmo dia, Rafael recebeu a transfusão.

Os dois se recuperam bem após o procedimento. Agora, a família deve permanecer em Curitiba por cerca de 100 dias, período necessário para o acompanhamento médico de Rafael. Essa fase é essencial no pós-transplante e exige atenção para evitar complicações e garantir a adaptação do organismo.

A família vive um dia de cada vez, na expectativa de que o gesto de amor entre irmãos represente uma nova chance de vida. O momento é de emoção, ansiedade e fé durante a recuperação.

“Nós vivemos dias muito difíceis, de medo, dor e muitas incertezas. Mas em todos eles Deus esteve conosco. Houve momentos em que humanamente parecia impossível, mas foi justamente aí que vimos o agir de Deus. Porque tem coisas que só Deus pode fazer. Segure na mão d’Ele, mesmo quando tudo parecer difícil. Deus continua sendo Deus e continua fazendo milagres. Deus vai além da medicina”, contou.

Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA)

 

A leucemia linfoide aguda (LLA) é um tipo de câncer do sangue caracterizado pelo crescimento descontrolado de células jovens e anormais. Essas células substituem as saudáveis na medula óssea, responsável pela produção do sangue. Isso pode causar anemia, sangramentos e infecções frequentes e mais graves, devido à baixa imunidade.

Ao g1, o médico hematologista Dr. Wülgner Farias explicou que a leucemia linfoblástica aguda (LLA) pode surgir em qualquer idade, mas é mais comum em crianças e adultos jovens. O tratamento geralmente envolve quimioterapia em várias fases, que podem durar cerca de dois anos.

Em alguns casos, o transplante de medula óssea é indicado, principalmente para pacientes com maior risco de recaída. O procedimento consiste na substituição da medula doente por células saudáveis de um doador compatível.

Segundo Wülgner Farias, o transplante pode apresentar riscos, como rejeição e a doença do enxerto contra o hospedeiro. Apesar disso, a LLA é considerada uma doença grave, mas com boas chances de tratamento, especialmente quando diagnosticada cedo. Com os avanços da medicina, muitos pacientes podem alcançar a cura.

G1RO

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