A Justiça de Rondônia concedeu liberdade nesta sexta-feira (17) à influenciadora digital Iza Paiva, de 26 anos. Ela é suspeita de mandar integrantes do Comando Vermelho torturarem dois homens que teriam invadido e furtado a casa dela.
Iza Paiva estava presa de forma preventiva, ou seja, antes do julgamento. Esse tipo de prisão é aplicado em casos específicos, como quando há risco de atrapalhar as investigações. Com a decisão, ela passa a responder ao processo em liberdade até o julgamento, desde que cumpra as medidas impostas pela Justiça.
De acordo com o processo, a prisão foi revogada porque a fase de coleta de provas já foi concluída. A audiência com depoimentos ocorreu no dia 1º de abril e, segundo o juiz, não há mais risco de interferência nessa etapa.

Na decisão, o magistrado destacou que a prisão preventiva não pode continuar sem motivos atuais. Para ele, não há elementos concretos que indiquem risco ao andamento do processo ou à aplicação da lei.
O juiz também considerou que a influenciadora tem residência fixa e atividade lícita, além de não haver indícios de tentativa de fuga. Outro ponto levado em conta foi o tempo em que ela já permaneceu presa e o fato de que as principais etapas do processo já foram concluídas.
Apesar da soltura, a Justiça determinou medidas cautelares. Entre elas, a proibição de sair de Porto Velho sem autorização judicial e de manter contato com as vítimas.
Relembre o caso
A influenciadora Iza Paiva foi presa em Porto Velho, por suspeita de mandar o Comando Vermelho torturar dois homens que invadiram e furtaram a casa dela. A jovem de 26 anos tem milhares de seguidores nas redes sociais.
A Polícia Civil afirma que Iza faz parte do Comando Vermelho, mantendo “estreitos vínculos”. Ela estava fora do estado, quando sua casa foi furtada. Quando tomou conhecimento do caso, determinou que os suspeitos fossem localizados e punidos, além de reivindicar de volta os bens furtados.
“Mesmo ciente da gravidade dos fatos, a investigada optou por não acionar as autoridades competentes, agindo deliberadamente à margem da lei, motivada por vingança pessoal, em clara afronta ao ordenamento jurídico”, divulgou a Polícia Civil.
Além da prisão, a influenciadora também foi alvo de mandados de busca e apreensão. A operação realizada contra ela recebeu o nome de “Arur Betach”, expressão do hebraico que significa “maldito o que confia.
G1RO

