Terça-feira, 08 de setembro de 2026 - [email protected]


Quedas em idosos não são normais e podem indicar problemas de saúde


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Especialista da Afya alerta que quedas podem ter causas tratáveis e levar à perda de autonomia

Cair não deve ser considerado uma consequência natural do envelhecimento. A médica especialista em saúde de idosos e docente da Afya Cruzeiro do Sul, Dra. Aline Diniz, alerta que episódios de quedas em idosos não são normais e podem indicar problemas de saúde.

 

Cair não deve ser considerado uma consequência natural do envelhecimento. A médica especialista em saúde de idosos e docente da Afya Cruzeiro do Sul, Dra. Aline Diniz, alerta que episódios de queda precisam ser investigados, já que normalmente estão associados à combinação de fatores de risco que podem ser identificados e tratados.

 

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Entre os principais estão a perda de força muscular, conhecida como sarcopenia, alterações do equilíbrio e da marcha, problemas de visão e audição, uso de múltiplos medicamentos, doenças neurológicas, tonturas, hipotensão postural, alterações cardíacas e ambientes domésticos inseguros.

 

“Envelhecer não significa cair. Algumas alterações relacionadas à idade aumentam o risco, mas elas podem ser prevenidas ou minimizadas. Uma queda deve ser encarada como um sinal de alerta”, afirma a especialista.

 

A sarcopenia está entre os fatores que mais aumentam a vulnerabilidade. A condição reduz a força, o equilíbrio e a velocidade da marcha, facilitando as quedas. Quando ocorre junto com a osteoporose, que torna os ossos mais frágeis, o risco de consequências graves aumenta.

 

Segundo a médica, cuidar simultaneamente dos músculos e da saúde óssea é fundamental. A combinação de sarcopenia e osteoporose faz com que o idoso tenha maior probabilidade tanto de cair quanto de sofrer uma fratura após o acidente.

 

Sinais de alerta

 

Dificuldade para levantar da cadeira, marcha lenta ou insegura, necessidade de se apoiar em móveis para caminhar, quedas recentes, medo de cair, tonturas frequentes, fraqueza muscular e perda importante de peso estão entre os sinais que indicam maior vulnerabilidade e justificam uma avaliação médica.

 

Entre as fraturas mais frequentes após quedas estão as de punho, úmero, vértebras, quadril e fêmur. A fratura de quadril é apontada como uma das mais preocupantes, pois pode levar à perda da independência, necessidade de institucionalização e outras complicações clínicas.

 

“A fratura de quadril pode comprometer profundamente a autonomia do idoso. Por isso, prevenir a primeira queda é muito mais eficaz do que tratar suas consequências”, destaca a Dra. Aline.

 

A avaliação da saúde óssea também faz parte da prevenção. O principal exame utilizado para diagnóstico da osteoporose é a densitometria óssea, recomendada principalmente para mulheres a partir dos 65 anos e homens a partir dos 70. Pessoas mais jovens também podem precisar do exame quando apresentam fatores de risco, como menopausa precoce, uso prolongado de corticoides, histórico familiar ou fraturas por fragilidade.

 

Prevenção em casa

 

Além do acompanhamento médico, medidas simples podem ajudar a reduzir o risco de quedas. Exercícios de força e equilíbrio, atividade física regular, alimentação adequada em proteínas, ingestão de cálcio e vitamina D quando indicada, controle de doenças crônicas, revisão periódica de medicamentos e correção de problemas de visão e audição fazem parte das estratégias preventivas.

 

“O exercício físico é um dos tratamentos mais eficazes para preservar a autonomia do idoso”, ressalta a especialista.

 

Dentro de casa, retirar tapetes soltos, instalar barras de apoio no banheiro, colocar corrimão nas escadas, melhorar a iluminação, evitar fios espalhados pelo chão, usar calçados fechados e antiderrapantes e manter objetos de uso frequente em locais de fácil acesso são mudanças que podem reduzir significativamente o risco de acidentes.

 

Após uma queda, é indispensável procurar atendimento médico diante de sinais como dor intensa, dificuldade para movimentar algum membro, deformidades, perda de consciência, batida na cabeça, confusão mental, sonolência, tontura persistente ou nova dificuldade para andar. A atenção deve ser ainda maior em pessoas que utilizam anticoagulantes.

 

Mesmo quando não há sintomas importantes, quedas recorrentes devem ser investigadas para que a causa seja identificada.

 

“A melhor estratégia é agir antes da primeira fratura. Quedas não devem ser encaradas como algo normal do envelhecimento. Quando fortalecemos músculos, cuidamos da saúde óssea, adaptamos a casa e realizamos avaliações médicas periódicas, preservamos a independência, a autonomia e a qualidade de vida”, afirma a Dra. Aline.

 

Para a especialista, prevenir uma queda hoje pode representar a preservação da autonomia do idoso por muitos anos.

ueda precisam ser investigados, já que normalmente estão associados à combinação de fatores de risco que podem ser identificados e tratados.

 

Entre os principais estão a perda de força muscular, conhecida como sarcopenia, alterações do equilíbrio e da marcha, problemas de visão e audição, uso de múltiplos medicamentos, doenças neurológicas, tonturas, hipotensão postural, alterações cardíacas e ambientes domésticos inseguros.

 

“Envelhecer não significa cair. Algumas alterações relacionadas à idade aumentam o risco, mas elas podem ser prevenidas ou minimizadas. Uma queda deve ser encarada como um sinal de alerta”, afirma a especialista.

 

A sarcopenia está entre os fatores que mais aumentam a vulnerabilidade. A condição reduz a força, o equilíbrio e a velocidade da marcha, facilitando as quedas. Quando ocorre junto com a osteoporose, que torna os ossos mais frágeis, o risco de consequências graves aumenta.

 

Segundo a médica, cuidar simultaneamente dos músculos e da saúde óssea é fundamental. A combinação de sarcopenia e osteoporose faz com que o idoso tenha maior probabilidade tanto de cair quanto de sofrer uma fratura após o acidente.

 

Sinais de alerta

 

Dificuldade para levantar da cadeira, marcha lenta ou insegura, necessidade de se apoiar em móveis para caminhar, quedas recentes, medo de cair, tonturas frequentes, fraqueza muscular e perda importante de peso estão entre os sinais que indicam maior vulnerabilidade e justificam uma avaliação médica.

 

Entre as fraturas mais frequentes após quedas estão as de punho, úmero, vértebras, quadril e fêmur. A fratura de quadril é apontada como uma das mais preocupantes, pois pode levar à perda da independência, necessidade de institucionalização e outras complicações clínicas.

 

“A fratura de quadril pode comprometer profundamente a autonomia do idoso. Por isso, prevenir a primeira queda é muito mais eficaz do que tratar suas consequências”, destaca a Dra. Aline.

 

A avaliação da saúde óssea também faz parte da prevenção. O principal exame utilizado para diagnóstico da osteoporose é a densitometria óssea, recomendada principalmente para mulheres a partir dos 65 anos e homens a partir dos 70. Pessoas mais jovens também podem precisar do exame quando apresentam fatores de risco, como menopausa precoce, uso prolongado de corticoides, histórico familiar ou fraturas por fragilidade.

 

Prevenção em casa

 

Além do acompanhamento médico, medidas simples podem ajudar a reduzir o risco de quedas. Exercícios de força e equilíbrio, atividade física regular, alimentação adequada em proteínas, ingestão de cálcio e vitamina D quando indicada, controle de doenças crônicas, revisão periódica de medicamentos e correção de problemas de visão e audição fazem parte das estratégias preventivas.

 

“O exercício físico é um dos tratamentos mais eficazes para preservar a autonomia do idoso”, ressalta a especialista.

 

Dentro de casa, retirar tapetes soltos, instalar barras de apoio no banheiro, colocar corrimão nas escadas, melhorar a iluminação, evitar fios espalhados pelo chão, usar calçados fechados e antiderrapantes e manter objetos de uso frequente em locais de fácil acesso são mudanças que podem reduzir significativamente o risco de acidentes.

 

Após uma queda, é indispensável procurar atendimento médico diante de sinais como dor intensa, dificuldade para movimentar algum membro, deformidades, perda de consciência, batida na cabeça, confusão mental, sonolência, tontura persistente ou nova dificuldade para andar. A atenção deve ser ainda maior em pessoas que utilizam anticoagulantes.

 

Mesmo quando não há sintomas importantes, quedas recorrentes devem ser investigadas para que a causa seja identificada.

 

“A melhor estratégia é agir antes da primeira fratura. Quedas não devem ser encaradas como algo normal do envelhecimento. Quando fortalecemos músculos, cuidamos da saúde óssea, adaptamos a casa e realizamos avaliações médicas periódicas, preservamos a independência, a autonomia e a qualidade de vida”, afirma a Dra. Aline.

 

Para a especialista, prevenir uma queda hoje pode representar a preservação da autonomia do idoso por muitos anos.

Assessoria







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