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7 maio 2026



Quinta-feira, 07 de maio de 2026 - [email protected]



Crise na saúde de Vilhena continua e atitude da Chavantes demonstra método de pressão sobre profissionais


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A crise envolvendo os atrasos salariais na saúde pública de Vilhena continua provocando tensão entre médicos e a empresa responsável pela gestão do Hospital Regional. Nos bastidores, profissionais avaliam que a postura adotada pela Santa Casa Chavantes demonstra um método de pressão para evitar manifestações públicas e movimentos de paralisação.

O episódio mais recente aconteceu após médicos anunciarem a possibilidade de suspender atendimentos eletivos e manter apenas casos de urgência e emergência devido aos pagamentos atrasados. Pouco depois da mobilização ganhar repercussão, uma equipe formada por sete novos profissionais chegou a Vilhena para substituir eventuais médicos que decidissem aderir ao movimento.

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Para parte da categoria, a medida acabou sendo interpretada como uma forma de pressão indireta, criando um ambiente de insegurança entre profissionais que já convivem com salários em atraso e incertezas sobre os pagamentos.

A situação reforça a percepção de que o método adotado pela empresa seria utilizar a própria fragilidade financeira dos trabalhadores para desestimular posicionamentos públicos e evitar paralisações que exponham ainda mais a crise na saúde municipal.

Outro ponto que gera questionamentos é o fato de que toda a estrutura utilizada nessa operação — incluindo contratações emergenciais, deslocamentos e manutenção dos serviços — acaba sendo custeada com dinheiro público, oriundo dos cofres do município e pago pelo contribuinte vilhenense.

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Um dos principais críticos da situação é o cirurgião Celso Machado, que também preside a Câmara de Vereadores de Vilhena. Nos últimos meses, ele tem usado a tribuna do Legislativo para questionar a gestão da saúde e os problemas envolvendo os contratos administrados pelo grupo responsável pelas unidades hospitalares.

Segundo informações apuradas, a Prefeitura de Vilhena realizou recentemente um repasse financeiro à Chavantes, que posteriormente encaminhou os valores à empresa responsável pelos contratos médicos. No entanto, profissionais relatam que ainda existem pendências salariais.

Enquanto isso, permanece o clima de instabilidade entre os profissionais da saúde, em meio à preocupação de que o impasse continue afetando diretamente o atendimento à população de Vilhena.

 

Folha de Vilhena

-fv -






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