
O vereador, presidente da Câmara de Vilhena e médico cirurgião Celso Machado voltou a fazer críticas públicas à gestão da Santa Casa Chavantes no Hospital Regional de Vilhena. Em vídeo divulgado nesta semana, ele relatou preocupação com a situação da equipe de anestesistas e afirmou que profissionais da cidade estariam sendo substituídos por empresa terceirizada de fora do município.
Segundo Celso, os médicos anestesistas locais tentaram negociar com a Chavantes para permanecer atuando no hospital, mas não houve acordo. Ele afirmou que o problema não teria relação com pedido de aumento de valores por parte da categoria.
“Não foi porque pediram mais. Foi simplesmente porque não queriam contratar a empresa dos anestesistas daqui. Queriam usar uma empresa de fora para trabalhar com os anestesistas locais”, declarou.
O parlamentar ressaltou que os profissionais envolvidos moram em Vilhena, possuem famílias na cidade e contribuem economicamente com o município. “Todos são daqui de Vilhena, todos têm residência aqui, todos pagam impostos aqui dentro”, afirmou.
Celso Machado disse ainda que esteve pessoalmente no Hospital Regional para acompanhar a situação e relatou preocupação com a redução do número de anestesistas em atuação.
“Eles sempre trabalharam em um regime de três anestesistas. Hoje temos somente dois anestesistas lá. Então já está baixando não a qualidade, mas a quantidade de profissionais disponíveis”, comentou.
No vídeo, o presidente da Câmara também criticou o envio de recursos públicos para empresas de fora enquanto profissionais locais estariam tentando permanecer no serviço.
“Sou contra o dinheiro nosso daqui de Vilhena vazar para fora, ainda mais quando trazem empresas de fora sendo que nós temos colegas daqui que se propuseram a permanecer trabalhando”, afirmou.
Celso declarou ainda que continua conversando tanto com representantes da Chavantes quanto com os anestesistas locais em busca de uma solução para o impasse.
A situação aumenta a pressão sobre a administração da saúde municipal, que já enfrenta desgaste devido às reclamações envolvendo atrasos salariais, risco de paralisações e mudanças na composição das equipes médicas do Hospital Regional.
Folha de Vilhena

